segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Fazendo arte em casa

Nas raras folguinhas entre os cuidados com os filhotes, fico fazendo arte aqui em casa. Na verdade, fico mais inventando do que executando. Mas dessa vez eu executei. 
Há alguns meses eu tinha comprado alguns porta-retratos numa lojinha de R$ 1,99 em Alto Garças, cidade dos pais do André. Adoro fazer comprinhas nessas lojinhas. Garimpando a gente acha cada coisa fofinha! 
Os porta-retratos estavam no fundo da gaveta todo esse tempo. Enquanto isso, uma paredinha do meu quarto tava peladinha da silva. Decidida, fui à papelaria e comprei dois tubinhos de tinta. Como todas as minhas saídas têm que ser rapidíssimas, prestei atenção na cor das tintas e só. Em casa, empunhando os pincéis, vi que a tinha era durinha demais. Daí fui ler a 'bula' da coisa. Era tinta a óleo. E agora, José? Daquele jeito não dava pra pintar. Eu não pensei duas vezes: lancei mão do azeite de oliva extra-virgem que estava me esperando no armário da cozinha. E não é que deu certo! A tinha ficou com uma textura maravilhosa.
Pintei os porta-retratos. Dois puxados para o marrom/vermelho escurão e um meio rosa. Tudo lindo, né? Não. Passaram-se dois dias, três, uma semana e nada dos dito-cujos secarem. Apesar disso, o cheirinho do azeite de oliva estava arrasando! Tive que pedir a ajuda dos universitários. E a dica foi passar um papel absorvente nos quadrinhos pra secar o excesso de tinta. Deu certo. Os quadrinhos estão colados na parede há uma semana e estão (quase) secos. 
Eles estão enfeitando uma parede estreitinha do quarto, que fica entre a porta de entrada e a porta que vai para o closed e banheiro. Escolhi três fotos minhas e do maridão pra deixar o ambiente romântico. As fotos foram tiradas no Stúdio Ímpar, 15 dias antes da Isa nascer. Então a bochecha redonda e o pescoço gordinho faziam parte do pacote grávida-quase-parindo.



Lelê feliz com a arte caseira

Depois da papinha vem o que?

Um pirulito de morango que vira chicletes pra quem adivinhar o que acontece depois das primeiras papinhas do bebê!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Acontece aqui em casa

A notícia é fresca: a Isa comeu a sua primeira comidinha. Uma papinha delícia que a vovó Alzira preparou com muito carinho. A minha molequinha abriu o berreiro quando viu o fundo do prato! Ai ai ai, essa garotinha é danada!

Vida de bailarina

quando os pezinhos ainda eram 35 ou 36
Minha Maria Julia pratica balé há quatro anos e agora em novembro ela fará sua primeira apresentação usando a sapatilha de ponta. Ela está super feliz, mas os dedinhos do pé ... estão pra lá de ralados, com bolhas e todos os calinhos característicos de quem escolhe este esporte. O tema do espetáculo do Ópera Ballet é francês: La Fille Mal Gardee. Confesso que ainda não pesquisei e nem sei muito sobre o tema. Só sei que será um espetáculo bem alegre. Vou pesquisar e depois conto mais sobre o assunto. 

A Maria Julia está no grupo da dança Tempestade. A fantasia é linda, linda! Custou uma nota e eu já tô pesando onde vou guardar mais esta fantasia. Daqui a pouco precisaremos de um guarda-roupas exclusivo para fantasias!

Mãe feliz e orgulhosa.
minha bailarina numa apresentação exclusiva para as mães-coruja

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

No meio do caminho tinha uma pedra

No meio do caminho, entre o rim e a bexiga, tinha uma pedra. Danadinha. Por conta dela maridão está há dois dias curtindo um clima de hospital. Exame pra cá, exame pra lá e encontramos a pedrinha. Aliás, as pedrinhas. São seis no total. Cinco confortavelmente instaladas nos dois rins do meu amor e mais uma que decidiu dar um 'passeio' e causou uma dor que fez maridão ver estrelhas.

Dizem que a dor da cólica renal é igual a dor do parto. Mas olha que eu vivi três partos normais e acho que nunca me contorci tanto e nem fiz carecas (tomara que o André não leia este post). Também tem aquela história que a mulher é mais forte que o homem para enfrentar a dor. Pode ser.

Bom, mas essa história começa a ter um final feliz. São 22h28 e maridão está no centro cirúrgico dando um fim na pedrinha fujona. Depois o médico irá decidir o que fazer com as outras cinco.

Eu estou no quarto aguardando ansiosa para ver meu amoreco com a expressão mais suave e sem aquela dor terrível.
Beijos, beijos, boa noite!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Glu glu glu, abram alas para o peru

Acabei de ler um livrinho sobre as aves para o Lean. É um livro fofo que ele ganhou do vô jacaré. Conta sobre as aves e dá pra ouvir o som de cada um. Aí tem o peru. E foi ele que me levou direto para o ano de 1990, na Escola Estadual Nilo Póvoas, em Nobres, interior de Mato Grosso.
A professora de Lingua Portuguesa se chamava Lucila. Ela sempre mandava fazer cópia de textos como tarefa de casa. Eu, esperta que era, sempre copiava um texto que estava no nosso livro. E o bendito texto era bem curtinho e falava de um peru exibido. Ana Paula, Ankh, Renata, vocês lembram desse texto? Ai vai:

Glu! Glu! Glu! 

Abram alas pro peru! 

Glu! Glu! Glu! 

Abram alas pro peru! 

O peru foi a passeio 

Pensando que era pavão 

Tico-tico riu-se tanto 

Que morreu de congestão 

O peru dança de roda 

Numa roda de carvão 

Quando acaba fica tonto 

De quase cair no chão 

Glu! Glu! Glu! 

Abram alas pro peru! 

Glu! Glu! Glu! 

Abram alas pro peru! 

O peru se viu um dia 

Nas águas do ribeirão 

Foi-se olhando, foi dizendo 

Que beleza de pavão 

Centenário

Hoje a Isabela completa 100 dias de vida! Quiçá ela complete 100 anos de vida. Podemos até pensar nisso, uma vez que a expectativa de vida está aumentando e que a bisavó dela, dona Oristalina, viveu até os 90 e a tataravó, dona Angelina, até os 97. As chances são boas.
Isa é a raspinha do tacho, a terceira filha de um casal que vem de mãe e pai com famílias pequenas. O André tem apenas uma irmã. Eu sou filha única e sempre quis ter um irmão mais velho, principalmente para me defender no colégio. Mas como o irmão mais velho nunca veio (acho que traumatizei meus pais), eu tinha que 'fazer justiça' com as próprias mãos - e isso inclui até brigar de soco na escola com os meninos que ficavam perturbando. Durante a infância convivi muito com meus primos, tios e tias e isso me fez adorar família grande.
Bom, gostei tanto que aqui estou: rodeada de criança e quase querendo férias da licença maternidade! Eita molecada boa pra dar trabalho! Mas meu coração é só alegria e orgulho dos três filhotes queridos.
Então, a comemoração de hoje não é só pelos 100 dias da Isa. É também pelos 13 anos da Maria Julia, minha companheirinha que me fez estreiar no universo da maternidade. E pelo Lean que me fará entender o pensamento dos meninos!