Tenho um exemplar da 17º edição do Livro de Sonetos do Vinícius de Moraes. O livro tá velhinho, pobrezinho. A capa já caiu, mas eu a guardo com todo carinho. Acho que este livro deve ter sido da biblioteca da minha tia e por algum motivo muito bom está aqui comigo. Eu o reencontrei esta semana enquanto arrumava o meu cantinho de escritório aqui em casa - vou mostrá-lo na próxima postagem, é que ainda estou fazendo alguns ajustes pra dar um toque especial.
Pra comemorar esse doce reencontro com o livro, aí vai:
Soneto do Amor Total
Amo-te tanto, meu amor...não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.
Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente
E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do
que pude.
Vinícius de Moraes
sábado, 4 de dezembro de 2010
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Menina tímida
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Fazendo arte em casa
Nas raras folguinhas entre os cuidados com os filhotes, fico fazendo arte aqui em casa. Na verdade, fico mais inventando do que executando. Mas dessa vez eu executei.
Há alguns meses eu tinha comprado alguns porta-retratos numa lojinha de R$ 1,99 em Alto Garças, cidade dos pais do André. Adoro fazer comprinhas nessas lojinhas. Garimpando a gente acha cada coisa fofinha!
Os porta-retratos estavam no fundo da gaveta todo esse tempo. Enquanto isso, uma paredinha do meu quarto tava peladinha da silva. Decidida, fui à papelaria e comprei dois tubinhos de tinta. Como todas as minhas saídas têm que ser rapidíssimas, prestei atenção na cor das tintas e só. Em casa, empunhando os pincéis, vi que a tinha era durinha demais. Daí fui ler a 'bula' da coisa. Era tinta a óleo. E agora, José? Daquele jeito não dava pra pintar. Eu não pensei duas vezes: lancei mão do azeite de oliva extra-virgem que estava me esperando no armário da cozinha. E não é que deu certo! A tinha ficou com uma textura maravilhosa.
Pintei os porta-retratos. Dois puxados para o marrom/vermelho escurão e um meio rosa. Tudo lindo, né? Não. Passaram-se dois dias, três, uma semana e nada dos dito-cujos secarem. Apesar disso, o cheirinho do azeite de oliva estava arrasando! Tive que pedir a ajuda dos universitários. E a dica foi passar um papel absorvente nos quadrinhos pra secar o excesso de tinta. Deu certo. Os quadrinhos estão colados na parede há uma semana e estão (quase) secos.
Eles estão enfeitando uma parede estreitinha do quarto, que fica entre a porta de entrada e a porta que vai para o closed e banheiro. Escolhi três fotos minhas e do maridão pra deixar o ambiente romântico. As fotos foram tiradas no Stúdio Ímpar, 15 dias antes da Isa nascer. Então a bochecha redonda e o pescoço gordinho faziam parte do pacote grávida-quase-parindo.
Depois da papinha vem o que?
Um pirulito de morango que vira chicletes pra quem adivinhar o que acontece depois das primeiras papinhas do bebê!
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Acontece aqui em casa
A notícia é fresca: a Isa comeu a sua primeira comidinha. Uma papinha delícia que a vovó Alzira preparou com muito carinho. A minha molequinha abriu o berreiro quando viu o fundo do prato! Ai ai ai, essa garotinha é danada!
Vida de bailarina
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| quando os pezinhos ainda eram 35 ou 36 |
Minha Maria Julia pratica balé há quatro anos e agora em novembro ela fará sua primeira apresentação usando a sapatilha de ponta. Ela está super feliz, mas os dedinhos do pé ... estão pra lá de ralados, com bolhas e todos os calinhos característicos de quem escolhe este esporte. O tema do espetáculo do Ópera Ballet é francês: La Fille Mal Gardee. Confesso que ainda não pesquisei e nem sei muito sobre o tema. Só sei que será um espetáculo bem alegre. Vou pesquisar e depois conto mais sobre o assunto.
A Maria Julia está no grupo da dança Tempestade. A fantasia é linda, linda! Custou uma nota e eu já tô pesando onde vou guardar mais esta fantasia. Daqui a pouco precisaremos de um guarda-roupas exclusivo para fantasias!
Mãe feliz e orgulhosa.
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| minha bailarina numa apresentação exclusiva para as mães-coruja |
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
No meio do caminho tinha uma pedra
No meio do caminho, entre o rim e a bexiga, tinha uma pedra. Danadinha. Por conta dela maridão está há dois dias curtindo um clima de hospital. Exame pra cá, exame pra lá e encontramos a pedrinha. Aliás, as pedrinhas. São seis no total. Cinco confortavelmente instaladas nos dois rins do meu amor e mais uma que decidiu dar um 'passeio' e causou uma dor que fez maridão ver estrelhas.
Bom, mas essa história começa a ter um final feliz. São 22h28 e maridão está no centro cirúrgico dando um fim na pedrinha fujona. Depois o médico irá decidir o que fazer com as outras cinco.
Eu estou no quarto aguardando ansiosa para ver meu amoreco com a expressão mais suave e sem aquela dor terrível.
Dizem que a dor da cólica renal é igual a dor do parto. Mas olha que eu vivi três partos normais e acho que nunca me contorci tanto e nem fiz carecas (tomara que o André não leia este post). Também tem aquela história que a mulher é mais forte que o homem para enfrentar a dor. Pode ser.
Bom, mas essa história começa a ter um final feliz. São 22h28 e maridão está no centro cirúrgico dando um fim na pedrinha fujona. Depois o médico irá decidir o que fazer com as outras cinco.
Eu estou no quarto aguardando ansiosa para ver meu amoreco com a expressão mais suave e sem aquela dor terrível.
Beijos, beijos, boa noite!
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